Sobre a Pastoral da Sobriedade


Observando o símbolo da Pastoral da Sobriedade

Na parte de baixo, vemos aquela meia-lua, aquele sorriso, o pote com óleo, que representa o nosso mundo, a nossa humanidade, com todas as suas alegrias, com todas as suas preocupações com as suas angústias.

Essa humanidade precisou de uma Intervenção. E a intervenção foi Jesus, Jesus na Cruz.

Podemos perceber na cruz, de Jesus, a cruz dos dependentes químicos e as aflições de seus familiares.

A História da Igreja e a Sagrada Escritura estão repletas de Intervenções de Deus. Um dia Ele fez uma Intervenção na vida de cada um de nós, quando nós aceitamos seguir a Jesus. Cada um viveu um momento em que sentiu a Intervenção de Deus e a partir daquele momento nunca mais foi o mesmo. E agora, como Igreja, nós estamos fazendo mais uma intervenção na sua vida, na sua caminhada e suplicamos ao Espírito Santo que você se disponha servir a Jesus, nos irmãos, através da Pastoral da Sobriedade e se disser sim, sua vida não será mais a mesma.

A cruz é a Intervenção, a morte de Jesus e a novidade é a luz, a chama, a Ressurreição. Cristo ressuscitado. Cristo Luz do mundo. Ele venceu a morte, venceu o pecado, venceu a tentação. E com certeza, também, venceria a dependência química.

A chama, a luz do Cristo ressuscitado permanece no mundo.

Em cima, a Redenção, o mundo redimido por esse Cristo ressuscitado na ação do Espírito Santo, em comunhão com Deus Pai.



O grupo de apoio

De uma maneira geral, o Grupo de Apoio é formado por homens e mulheres que seguem tradições e passos específicos da Pastoral da Sobriedade, e que se colocam voluntariamente a serviço da recuperação dos dependentes, pela pregação, com mensagens e dinâmicas apropriadas, com o objetivo de favorecer e acelerar a recuperação da família dependente de um vício. Crê que o processo comunitário, a vida em grupo, o apoio, é fundamental para uma vida melhor. Na troca de experiências, a pessoa se enxerga no grupo e, ao fazê-lo, toma consciência de que o seu problema não é único, encontrando, assim, força extra para a própria recuperação. Nas reuniões, alguns participantes encontram-se em abstinência, em Sobriedade, e outros estão num processo de busca; O desejo de se recuperar cria união entre os participantes. Aos poucos, acontece uma mudança total de vida, condição relevante para a recuperação, para uma vida sóbria.

É a perseverança nas reuniões semanais que leva à conversão, que leva a uma mudança de vida. Atua, simultaneamente, no apoio ao dependente, familiares, amigos e agentes de Pastoral. No Grupo de Apoio a pessoa ouve o testemunho daqueles que conseguiram alcançar a Sobriedade; ouvindo os testemunhos, a pessoa ganha força para acreditar e lutar; tendo coragem e apoio, a cura se torna um processo simples e natural.

Fundamentamos nossos passos em reflexões bíblicas, nos Sacramentos, nos Mandamentos e na Doutrina da Igreja. Jesus é quem liberta. Não basta apenas interromper a dependência, mas é essencial que aconteça a conversão. Libertar evangelizando é a nossa meta. Porque, juntos, queremos ser Igreja.

Paralelamente acontece ainda, visitas às residências das famílias que solicitam. A visita a residência é trabalhada de forma mais específica de acordo com a necessidade da família: Podendo ser uma visita para apresentação dos Agentes de Pastoral e da proposta de trabalho, para que sintam-se mas a vontade no momento em que forem para a reunião de Auto-Ajuda; Pode ser uma visita com intenção de “reforço/complemento“ da reunião do Grupo de Auto-Ajuda; Pode ser para um momento de espiritualidade, onde rezamos o “ Terço da Sobriedade “, e nestes casos além da família, soma-se a presença de parentes e vizinhos, com todos reunidos, aproveitamos também para apresentar a Pastoral da Sobriedade e fazermos um momento de partilha, o que acaba sendo uma demonstração prática do Grupo de Auto-Ajuda.

As reuniões - aberto ao público em geral – são realizadas toda quinta feira a partir dás 20:00h no Centro Catequético São José (escola Paroquial) na Av Fagundes, 970.



Reunião de Mútua-Ajuda, "a terapia do amor"

"Deus é amor" (1 Jo 4, 16), e "quem não ama permanece na morte" (1 Jo 3, 14), João Paulo II

A Reunião de Mútua-Ajuda da Pastoral da Sobriedade está baseada no modelo sistêmico, que é um dos modelos conceituais de compreensão do fenômeno da dependência química, no qual a dificuldade de um dos membros da família é compartilhada por todos e, cada um, tem sua participação e responsabilidade no processo de mudança.

O objetivo da reunião é tratar o problema da dependência química abrangendo o grupo familiar, sem, no entanto, promover um confronto entre eles.

Enquanto o dependente participa buscando a recuperação, o familiar participa para se orientar e ajudar de maneira afetiva na recuperação de seu dependente. Assim, através de uma interação dinâmica que é a partilha da experiência de vida de cada participante, que acontece nos pequenos grupos, dependente e co-dependente tomam consciência dos problemas que estão prejudicando o relacionamento familiar.

A partir das reflexões dos 12 passos, aos poucos, essa conscientização, deve estimular a mudança de comportamento, tornando dependente e familiares mais sensíveis ao sofrimento um do outro. Essa sensibilidade os fará mais acolhedores e compreensivos e os levará demonstrar a caridade e o amor incondicional, que todo cristão tem o dever de vivenciar, principalmente com as pessoas mais próximas, que são as que fazem parte da própria família.



Santo Agostinho (28 de agosto)

Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade!
Do Livro das "Confissões", de Santo Agostinho, bispo (Lib. 7, 10, 18; 10, 27; CSEL 33, 157-163. 255)

Instigado a voltar a mim mesmo, entrei em meu íntimo, sob tua guia e o consegui, "porque tu te fizeste meu auxílio". Entrei e vi com olhos da alma, acima destes olhos, acima de minha mente, a luz imutável - não esta luz vulgar e evidente para toda carne nem como do mesmo gênero, apenas mais forte e que fosse muito e muito mais brilhante e iluminasse e enchesse tudo com seu tamanho. Não era assim, mas outra coisa, inteiramente diferente de todas estas. Também não estava acima de minha mente como o óleo sobre a água nem como o céu sobre a terra, mas mais alta, porque ela me fez, e eu, mais baixo, porque feito por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz.

Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e noite. Desde que te conheci, tu me elevaste para ver que quem eu via, era, e eu, que via, ainda não era. E reverberaste sobre a mesquinhez de minha pessoa, irradiando sobre mim com toda a força; e eu tremia de amor e de horror. Vi-me longe de ti, no país da dessemelhança, como que ouvindo tua voz lá do alto: " Eu sou o alimento dos grandes; cresce e comer-me-ás. Não me mudarás em ti, como o alimento de teu corpo, mas tu te mudarás em mim".

E eu procurava o meio de obter forças, para tornar-me idôneo a te degustar e não o encontrava até que abracei "o mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que é Deus acima de tudo, bendito pelos séculos"; ele me chamava e dizia: " Eu sou o caminho da verdade e da vida"; e o pão, que eu não era capaz de receber, uni à minha carne, " porque o Verbo se fez carne", para dar à nossa infância o leite de tua sabedoria, pela qual tudo criaste.

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu, fora; E aí te procurava e lançava-me desfigurado ante as belezas que tu criaste. Estavas comigo e não eu contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existissem em ti. Chamaste, clamaste e rompeste minha surdez, brilhaste, resplandeceste e afugentaste minha cegueira; exalaste perfume e respirei, e anelo por ti, e tenho fome e sede; Tocaste-me e ardi por tua paz.



Santa Mônica (27 de agosto)

"Completo na minha carne o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja." Cl 1,24.

SANTA MÔNICA, mãe de Santo Agostinho, uma figura de grande influência e atração.

Por seu filho, que foi o maior teólogo da Antiguidade, ela se imortalizou, no livro das "Confissões". Conseguiu, de fato, por sua perseverança e oração, trazer de volta ao bom caminho o moço totalmente entregue à vaidade e aos prazeres.

Por causa dela, Santo Agostinho foi ouvir os sermões do grande Bispo, Santo Ambrósio, e converteu-se. Escreveu os mais belos livros, e tornou-se o homem mais influente da história. Foi o fruto das lágrimas e da oração da mãe santa, modelo de tantas mães que sofrem, no dia de hoje.














É preciso permanecermos fiéis à Igreja de Cristo. A Igreja caminha no tempo, com suas lutas e dificuldades internas e externas, mas iluminada pela esperança e fortalecida pelo Espírito. Sejamos fiéis à Igreja! Texto extraído do livro “Santos e Heróis do Povo”, Cardeal Arns, 1996, Editora Letras & Letras, São Paulo.





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