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1. ASPECTOS HISTÓRICOS DA REGIÃO

Apontamentos históricos
(fonte:"CRAVINHOS - Histórico, geographico, comercial, agrícola" do Prof. F. Gomes, 1922, 1ª Edição)

Era no século passado, por volta do ano de 1876, quando a lavoura da província do Rio de Janeiro caía em franco declínio, já pela falta do braço escravo, já devido à esterilidade das terras, cansadas de produzir.

Valença, Vassouras, Pirahy, Barra Mansa e notadamente Rezende, o município mais rico e produtível, depois de atravessarem dias risonhos e de messes tranqüilizadoras, viam-se com as forças a exaurir-se, numa caminhada sem tréguas para medonha derrocada.
  Os inúmeros fazendeiros que ali viram antes vicejar esplêndidos cafezais, sentiam-se como que sem esperanças dum ressurgimento, ao mesmo tempo que o desânimo abatia implacavelmente suas energias.

Compreendiam bem, com o seu amadurecimento tirocínio de longos e longos anos, empregados exclusivamente no cultivo de café, que era inútil, faltando-lhes os elementos essenciais, insistirem numa empresa por eles encetada e até bem pouco pródiga em recompensar o seu penoso trabalho.

O Dr. Luiz Pereira Barreto, da ilustre e acatada família dos Barretos, residente em Rezende e possuidora de importantes propriedades agrícolas, em 1869, recentemente formado na Bélgica, transferia sua residência para Jacarehy, neste estado, então Província de São Paulo.

Seis anos eram decorridos quando outros membros da referida estirpe, conhecendo a extensão do mal que assolava a lavoura de sua terra, resolveram procurar novas paragens onde, com esforço e inteligência, duas alavancas poderosas que lhes dotara a natureza, a sorte pudesse melhor lhes sorrir.

Sem dúvida, apesar da tentativa frustrada de conseguirem na terra fluminense a meta de seus desejos, nem por isso arrefeceu-se a vontade inquebrantável de aguardarem uma segura oportunidade para colaborar num empreendimento que mais tarde viria a ser a maior riqueza do país.

Antes, porém, de tal idéia ser posta em execução, dentre eles surgiu o Coronel José Pereira Barreto, o decano da irmandade, resolvido a realizar uma viagem de exploração às terras do chamado oeste de S.   Paulo, até então pouco conhecidas.

A seu respeito obtivera vagas informações e, por isso mesmo, tinha bastante necessidade de conhecê-las, para depois, com segurança e confiante num futuro recompensador, com os seus, transportar-se definitivamente para elas.

Eram enormes e insuperáveis os obstáculos que se antepunham a tão arrojada empresa, mas os Barretos, homens habituados a longas jornadas pelos sertões incultos, arrostando toda sorte de fadigas, preparavam-se resolutamente para a expedição que em breve deveriam efetuar.

E foi numa bela manhã, numa manhã de sol em que a natureza tudo fazia sorrir, que os destemidos bandeirantes deixavam saudosos os seus lares queridos. José Pereira Barreto, reunido aos seus irmãos Miguel e Francisco, seus filhos Luiz e Bizinho, e o sobrinho Antônio de Paula Ramos, embarcavam na estrada de ferro D. Pedro II, seguindo até Cachoeira, ponto terminal desta via férrea.

Ali chegados em janeiro de 1876 e acompanhados de escravos pagens, transportando enormes cargueiros, que haviam partido antes pela estrada de rodagem, prosseguiram até Jacarehy, onde os aguardava o Dr. Luiz Pereira Barreto, também convidado e pronto para acompanhá-los às plagas tão faladas do oeste.

Depois de uma demora de alguns dias em Jacarehy, para descanso das fadigas que lhes trouxera a grande caminhada ao longo do Vale do Paraíba, os ilustres Barretos, seguros no feliz êxito da aventura a que iam entregar-se, puseram-se de novo a caminho, atravessando uma curta extensão do sul de Minas.

Galgada a Serra do Sellado, pequena ramificação da Mantiqueira, desceram em Camanducaia, atravessaram os vastos campos do Ribeirão do Fundo. Passaram ainda pelo povoado de Antas, Ouro Fino, alcançando de novo terras do estado de São Paulo.

Do Espírito Santo do Pinhal, primeira localidade que pisaram do território paulista, e viajando pela velha estrada real de Campinas, em fevereiro do mesmo ano aportavam em Casa Branca, hospedando-se no hotel de Zeferino Arantes.

Os intrépidos excursionistas, em companhia de José Hyppolito de Carvalho, lavrador ali residente, que os procurou oferecendo-se para guiá-los e prestar-lhes as informações de que precisassem, visitaram várias fazendas do município.

A primeira percorrida foi a da "Lage" que tinha apenas 60.000 cafeeiros, já formados, e que haviam dado no ano anterior 18.000 arrobas.

Os viajantes aí ficaram cheios de admiração com tal prodígio. A terra roxa, sem dúvida, mostrava-lhes claramente o seu incalculável valor e nada mais podia fazer-lhes duvidar da sua excelência.

Conheceram em seguida a propriedade agrícola chamada "Brejão" de D. Veridiana Prado, com 300.000 pés, de 3 para 4 anos.

Encantados com o que acabavam de observar em suas peregrinações pelas belíssimas lavouras de Casa Branca, os Barretos não puderam ocultar cada vez maiores, o vivo interesse e entusiasmo de que se achavam possuídos.

O Dr. Luiz chegou mesmo a manifestar-se numa 'roda' onde conversava animadamente: "Estamos maravilhados... S. Paulo dentro de poucos anos será o maior empório cafeeiro do mundo... Para isso só lhe faltam fáceis meios de transporte... Felizmente o paulista é inteligente e empreendedor, e, em breve, fará com que as estradas de ferro rasguem todos os seus sertões."

Sabedor do desejo dos Barretos de quererem adquirir terras para a cultura do café, o mesmo José Hyppolito, que os fizera conhecedores de Casa Branca, aconselhou-os a prosseguirem viagem, vencendo mais algumas léguas de sertão.

Falou-lhes de Ribeirão Preto, relatando a extraordinária fertilidade de suas terras, quase todas virgens.




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