Arquidiocese de Riberao Preto
Arquidiocese

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I - A ORIGEM DA DIOCESE

1. ASPECTOS HISTÓRICOS DA REGIÃO

A região de Ribeirão Preto está dentro do que foi, no passado, eixo de penetração dos bandeirantes, desbravando sertões, buscando ouro em Goiás e em Minas Gerais.

Quando se deu a queda da exploração da mineração, houve interesse de pecuaristas e de plantadores de cereais em procurar terra férteis no planalto paulista. Foi assim que surgiu o Arraial Bonito do Capim Mimoso, a atual Franca e, mais perto de Ribeirão Preto, Batatais, originária de uma antiga sesmaria concedida a Pedro da Rocha Pimentel, em 1728. Outros municípios surgiram, posteriormente, a partir do interesse pelas terras férteis da região. A maioria deles foi fundada por mineiros.

Segundo Frei Antônio Rolim, O.P., que estudou, no seu Levantamento Sócio-Religioso da Arquidiocese de Ribeirão Preto, a origem da cidade e da Diocese e cujo trabalho aqui utilizo em grande parte, "o início da ocupação da região se deu entre 1790 a 1840; mas o maior vulto dessa corrente de transmigração vai se dar, mais tarde, entre 1840 e a queda do Império, em 1889, acompanhando passo a passo o roteiro do café no Estado de São Paulo...".

Ao bandeirante que por aqui passou, abrindo caminhos, sucedeu o agricultor sedentarizado, com uma rudimentar lavoura e o pecuarista com seus rebanhos bovinos.

Com a agricultura, formaram-se os primeiros arraiais, depois as primeiras freguezias, vilas e, a seguir, cidades: Franca, São Simão, Batatais...

Surgiu a lavoura do café na região, que passando do vale do Paraíba para Campinas, encontrou melhor lugar em Ribeirão Preto e arredores.

Ribeirão Preto foi fundada a 19 de junho de 1856, a partir da doação feita para formar o Patrimônio de São Sebastião do Ribeirão Preto, de terras desmembradas, demarcadas e doadas da Fazenda Retiro e Retiro da Barra.

Pela Lei nº 51, de 2 de julho de 1870, Ribeirão Preto tornou-se Freguesia; pela nº 67, de 12 de abril de 1871, Vila, desmembrando-se de São Simão; e a 1º de abril de 1889, Cidade.

Tornou-se paróquia aos 16 de julho de 1870 e o seu primeiro vigário foi o Padre Ângelo Philidory Torres. Outras paróquias foram surgindo: Patrocínio Paulista (1875), Nuporanga (junho de 1875), Altinópolis (1875), Morro Agudo (1896), Cravinhos (14 de fevereiro de 1898), etc...

"Ribeirão Preto passa a ser novo centro de irradiação das culturas de café e cana de açucar, tôdas no regime econômico das grandes plantações (plantations), fazendas quase que auto-suficientes, dotadas de todo o equipamento e utilidades usados na época".

A contribuir para a expansão da cidade e da região, veio a Companhia Mogiana de Estrada de Ferro, que aqui chegou a 23 de novembro de 1883, quando Ribeirão tinha uma população de cerca de 10.000 habitantes. Daqui, ramais se formaram e, ainda mais, deu à cidade o seu caráter de capital de uma região, "sendo centro de convergência das cidades circunvizinhas" e "fator especial de desenvolvimento, contribuindo efetivamente para o progresso da região".

As fazendas são grandes e extensos latifúndios, com grande número de colonos e, uma vez extinta a escravidão, em número cada vez maior, o braço escravo foi sendo substituído pelo do imigrante, sobretudo italiano, a partir de 1850. "Sobre um total de 123.069 imigrantes que passaram pela "Hospedaria dos Imigrantes", no período de 1898 a 1902 pouco mais de um terço, ou sejam, 49.799 colonos foram encaminhados para os municípios de Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara e Jaú".

E "a população sadia e trabalhadora italiana contribuiu para dar mais espírito de religiosidade à população rural das fazendas de café".

"A região da Arquidiocese de Ribeirão Preto foi a primeira a empregar, em larga escala, a imigração européia (sic), suportou galhardamente todas as crises do café. As grandes propriedades foram subdivididas, retalhadas. Os antigos colonos passaram a ser proprietários de terra. Os grandes fazendeiros se transferiram para as cidades. Os novos proprietários diversificaram a produção agrícola. A produção do café no seu regime de cultura itinerante, foi caindo cada vez mais. Outras atividades agrícolas foram se implantando graças, de um lado, à boa mentalidade agrícola e elevada capacidade de novos ´ donos da terra ´ e, de outro lado, aos grandes méritos intrínsecos das próprias terras da região de Ribeirão Preto.

Dada a importância que o café foi trazendo para Ribeirão Preto transformando-a num grande centro regional, isso lhe valeu ser no início do século XX a sede de uma diocese, cuja área abrangia na época uma grande parte do Estado paulistano".




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